Em eleição realizada hoje (12 de janeiro) em Brasília, o Adm. Wagner Siqueira, conselheiro federal pelo Rio de Janeiro, foi eleito o novo presidente do Conselho Federal de Administração durante o biênio 2017-2018, com uma vitória de 18 votos a 9. O Adm. Carlos Henrique Mendes da Rocha, eleito pelo CRA-PI, fica responsável pela vice-presidência da entidade. Concorreu também a chapa composta pelos Administradores Sérgio Lobo, representante do Conselho do Paraná e vice-presidente do CFA nos últimos seis anos, e Carlos Alberto Ferreira (CRA-DF), diretor da Câmara de Desenvolvimento Institucional da entidade na última gestão.

Em seu discurso de posse, o Adm. Wagner Siqueira ressaltou que findada a eleição deve-se também desfazer-se as chapas e fixarem-se os compromissos em prol da profissão.

“Deve-se pensar agora na profissão, todos devem se unir em torno dos ideais comuns. As pessoas passam, mas a entidade e a profissão ficam, construídas fundamentalmente por muitos que nos antecederam. Entendemos que o CFA precisa do novo, muito além das postulações em torno da presidência e de seus cargos, o Federal reclama por uma nova forma de agir e reagir. Não basta fazer o velho melhor, é preciso fazer o novo de fato”, garantiu o presidente do CFA, que durante a campanha usou o slogan “20 anos em 2: Por um CFA para todos os CRAs”.

O novo presidente destacou ainda que não é possível acreditar que a crise no CFA seja fruto de fatalidade, pois isso a transformaria, também, em uma crise de pensamento e conhecimento.

“Nosso Sistema CFA/CRAs precisa superar o falso dilema hamletiano, de ser uma coisa OU outra. Vamos fazer sim, uma coisa E outra. Numa profissão onde ainda há muito o que realizar, não podemos usar OU, e sim o E”, atestou o dirigente, lembrando ainda que a caminhada é dura, árdua, mas valerá todos os sacrifícios:

“Não temos um caminho novo, e sim um novo jeito de caminhar. Todos juntos, com todos, com cada um. Enquanto se caminha sozinho é muito difícil encontrar-se. Quando estamos juntos, nos conscientizamos que o homem não pode agir só, ser só, porque o somos seres sociais. Por isso, cada uma das áreas é o compromisso de todos nós, 27 conselheiros”, garantiu.

Mandato

Sobre as prioridades e pontos-chave de seu mandato, o Adm. Wagner Siqueira afirmou que colocar o Sistema CFA/CRAs no Século 21 é o ‘Everest’ de sua gestão, pois a total renovação não é uma operação simples, automática, e sim um processo que passa por autocríticas dolorosas, mas que precisam ser vivenciadas.

“Vamos virar um grupo funcional, pois é na trincheira de trabalho que as verdadeiras unidades se formam. O Sistema é essencialmente político, não podemos esquecer isso. Não somos um Brasil, somos Brasis. E cada estado tem sua peculiaridade, precisando ser respeitado e apoiado”, explicou o novo presidente, que finalizou o discurso afirmando que irá ouvir muito mais do que falar nesse período:

“Serei a expressão da vontade do plenário, da diretoria. Quem não acredita nisso irá pagar para ver. A vida é um gesto que se faz ou não se faz, não são só palavras”, alertou.

O presidente

É filho de Belmiro Siqueira (Patrono dos Administradores no Brasil) e durante os últimos 6 anos (2001-2016) foi presidente do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), onde empreendeu uma firme e ampla luta em defesa do mercado de trabalho dos Administradores e dos Tecnólogos de Gestão. Seus posicionamentos no campo político-institucional, sempre independentes, lhe garantem a liderança da profissão em todo o Brasil. É o Diretor-Geral da Universidade Corporativa do Administrador (UCAdm), braço educacional do CRA-RJ.

É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração (ABCA) e vice-presidente da Escolinha de Artes do Brasil. Também é membro efetivo da Assembleia do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) e autor de mais de dez livros sobre Administração e de quatro outros sobre política e ação legislativa.

É palestrante internacional e detentor do prêmio Personalidade Educacional concedido pela Folha Dirigida em 2013. Foi presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro (Sinaerj) e da Federação Nacional dos Administradores (Fenae). E vice-presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais.

Foi vereador da cidade do Rio de Janeiro e deputado estadual, além de exercer diversos cargos na Administração pública do Estado.